Ayahuasca – Uso exclusivamente religioso
Uso exclusivamente religioso
- A ayahuasca é permitida somente em contexto religioso/espiritual
- Deve estar inserida em uma doutrina, ritual ou tradição estruturada
- Exemplos reconhecidos:
- Santo Daime
- União do Vegetal
- Barquinha
- Xamanismo
Uso recreativo ou descontextualizado não é permitido.
2. Proibição de comercialização
- Não pode haver venda da ayahuasca como produto
- É permitido:
- rateio de custos
- contribuições voluntárias
- É proibido:
- transformar a bebida em fonte de lucro
- exploração econômica da experiência
3. Responsabilidade dos dirigentes
Os líderes espirituais ou responsáveis pelo grupo devem:
- Garantir a segurança física e psicológica dos participantes
- Ter experiência e preparo na condução dos rituais
- Evitar práticas abusivas ou manipulativas
- Zelar pela ética e pelo propósito espiritual
Existe uma responsabilidade direta sobre o bem-estar de quem participa.
4. Proibição de associação com outras substâncias
- Não é permitido o uso conjunto com:
- drogas ilícitas
- substâncias que comprometam a segurança
- O ritual deve manter clareza, sobriedade e integridade
5. Cuidado com participantes
Recomenda-se atenção especial a:
- Pessoas com histórico de transtornos mentais
- Uso de medicamentos psiquiátricos
- Condições de saúde que possam gerar risco
Triagem e orientação prévia são consideradas boas práticas.
6. Vedação do uso terapêutico comercial
- A ayahuasca não pode ser usada como produto terapêutico comercial
- Não pode ser vendida como “cura” ou tratamento
– Porém:
- O uso espiritual pode ter efeitos terapêuticos indiretos — isso é reconhecido, mas não deve ser explorado comercialmente.
7. Proibição do “turismo da ayahuasca” irresponsável
- Evita-se:
- exploração de estrangeiros
- rituais sem base séria
- O uso deve respeitar:
- tradição
- contexto cultural
- responsabilidade ética
8. Preservação cultural e ambiental
- Incentiva-se o respeito às origens amazônicas
- Uso sustentável das plantas:
- cipó (Banisteriopsis caapi)
- chacrona (Psychotria viridis)
9. Autonomia com responsabilidade
O CONAD não “policia” os rituais diretamente, mas estabelece que:
- Os próprios grupos devem se autorregular
- Devem seguir princípios éticos claros
- Podem ser responsabilizados em caso de abusos
Essência das diretrizes
No fundo, o CONAD propõe três pilares:
- Respeito espiritual
- Responsabilidade ética
- Não exploração